Como um anúncio que nasceu de uma ideia “solta” do meu contratante bateu o CTR histórico da empresa
Published 10 months ago • 3 min read
O Codex
08 de Agosto 2025
Como um anúncio que nasceu de uma ideia “solta” do meu contratante bateu o CTR histórico da empresa
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Atenção, copywriters que querem ser levados a sério pelo mercado.
Como um anúncio que nasceu de uma ideia “solta” do meu contratante bateu o CTR histórico da empresa, e o que isso tem a ver com você se tornar indispensável.
Essa é uma news educacional feita para te ajudar a entender como transformar uma sugestão vaga do cliente em uma campanha matadora, a diferença entre aceitar e aprimorar uma ideia usando diplomacia, como usar repertório para criar Big Ideas que convertem e o método em 3 passos que me fez sair de microtarefas para ser convidado para decisões estratégicas.
Você é copywriter e provavelmente já passou por isso: o cliente chega com uma “ideia” e espera que você faça mágica.
Na maioria das vezes, a ideia é crua, incompleta… e você pode escolher três caminhos: rejeitar e parecer o chato que só critica, aceitar no automático e criar um texto mediano...
Eu escolhi o terceiro caminho, pegar a ideia e transformar em algo tão bom que o cliente ficaria surpreso.
E por essa dedicação tivemos um CTR três vezes acima da média histórica da empresa.
Tudo começou quando meu contratante mandou a seguinte mensagem:
Essa frase podia ter virado um post genérico.
Mas não para nós que somos indispensáveis, meu amigo e minha amiga copywriter.
Então perguntei:
Então bora pesquisar.
Abri o google e o perplexity e descobri dados interessantes falando que a Argentina não só está no top 3 global em exportação de devs, como lidera a América Latina nesse quesito.
E aí veio o insight: Brasil vs Argentina é uma guerra tão antiga quanto o futebol, então bora brincar com isso.
A campanha precisava de um inimigo comum. Não um vilão caricatural, um alvo claro:
– O dev brasileiro acomodado, preso no CLT nacional, acreditando que o inglês é o maior obstáculo.
– Um mercado de TI que paga bem, mas impõe teto e empurra o profissional pro burnout.
– A ilusão de que precisa acumular cursos antes de aplicar pra fora.
Isso cobrindo exatamente o que aprendemos na escolinha do professor Raimundo do Marketing: o inimigo comum pode ser um sistema, uma ideia, ou um personagem simbólico.
A Big Idea nasceu:
"O real ainda paga o aluguel, mas o dólar já comprou a liberdade."
Essa é a frase bússola da nossa campanha, agora só preciso de dados pra provar.
Na pesquisa descobrimos mais:
Enquanto a Argentina exporta devs em dólar, o Brasil importa burnout.
Eles já tinham lei nacional de teletrabalho enquanto o brasileiro esperava o home office virar moda.
Mandavam currículo pro exterior desde 2015 enquanto você fazia mais um curso de React.
Então, copywriter, reparou que antes mesmo de escrever o anúncio já tínhamos o inimigo comum, a Big Idea da campanha, pois outros anúncios virão nese formato, e temos possíveis ganchos para testar, certo?!
O anúncio foi pro ar.
No dia seguinte, recebo no Discord o print que viu no começo:
“Pela primeira vez na história da Mentoria temos um anúncio com CTR acima de 1,5%. Vocês mandaram bem demais.”
E no outro dia:
E foi a turma mesmo: Geo é a atriz, Bio foi o editor e eu... você já sabe! rsrs - só que tem mais uma pessoa nessa história... vou contar jaja!
Mas o ponto não é o CTR apenas.
Isso só aconteceu porque eu usei diplomacia pra não matar a ideia na origem, repertório pra transformá-la em Big Idea e método pra executá-la com estrutura.
O GPT não teria feito isso sozinho.
Ele não sabe sentir a rivalidade Brasil x Argentina, nem reconhecer o peso cultural disso.
Não teria ido atrás do ranking global, nem lembrado da campanha “O Fim do Brasil” como referência (meu amigo Ruan, quando viu o ads, falou de cara: "Você se inspirou n'O Fim do Brasil!" haha)
Esse foi o passo a passo:
Analise a ideia do cliente e faça uma pesquisa profunda. A minha teve 16 páginas, com 8 artigos e dados concretos.
Construa uma Big Idea sólida, definindo cenário e inimigo comum.
Escolha um framework e adapte para sua copy.
Se aplicar isso, você para de ser o cara cobrado por microtarefas e passa a ser o cara convidado pras ideias que batem metas históricas.
E aí elogio deixa de ser evento raro, vira rotina.
Você quer isso? Então comece na próxima ideia que receber.
Não diga “não” antes de pesquisar.
Não aceite sem melhorar.
E nunca terceirize ao GPT o que só seu repertório pode entregar.
P.S.: Essa Big Idea só nasceu do jeito que nasceu porque tive a sorte de contar com a Natália Molinari, minha amiga, parceira de trabalho e uma daquelas profissionais raras que não têm medo de ser sincera com amigo.
Ela é quem escuta minhas ideias mais malucas, me puxa de volta quando eu passo do ponto e me empurra quando estou segurando demais.
Sem a visão, o ouvido e a paciência dela, talvez essa campanha tivesse ficado só no “boa ideia” e nunca virado “ideia que bate recorde”.
Valeu, Nath. Trabalhar contigo é um privilégio.
Eduardo Delamor - O Copywriter Indispensável Cachoeiro de Itapemirim – ES Unsubscribe · Preferences
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