Bom, já tem vários dias que não escrevo aqui, e confesso, a culpa é minha.
A velha dor do copywriter: casa de ferreiro, espeto de pau.
Mas hoje eu queria abrir um pouco da janela desses dias e falar sobre um novo projeto que, honestamente, está reacendendo algo em mim.
Nas últimas semanas andei frustrado com certas coisas do marketing digital.
Frustrações pequenas, médias, e uma última que foi a gota d’água.
Essa última deu uma magoada no ego e no espírito, e me fez olhar pra dentro de casa, mais especificamente, a loja da minha esposa.
E essa ideia, confesso, eu peguei do meu amigo Ruan.
Esse copywriter que respeito profundamente decidiu focar 90% do tempo na esposa.
E trouxe um resultado positivo, pois este ano eles bateram o primeiro 6 em 2 juntos.
Fiquei genuinamente feliz por ele. De verdade.
Ele já tinha participado de vários resultados grandes, mas com ela foi o primeiro, e sei que será o primeiro de muitos.
Ruan é irmão de guerra.
Já esteve comigo em alguns dos momentos mais altos e mais baixos desse mercado caótico e maravilhoso.
Então fica registrado aqui: meus parabéns para ele.
Mas a news de hoje não é sobre o Ruan, mesmo que ele mereça muito.
É sobre o que aconteceu semana passada, e sobre os meus próximos passos daqui em diante.
A DIABA PODRE
No início de novembro fechei contrato com uma daquelas experts “grandinhas” do digital.
Eu realmente acreditava que era uma pessoa boa.
Mas o que vivi ali… não recomendo para ninguém.
Ela humilhava todo mundo.
Independentemente da qualidade do trabalho, do esforço, do histórico. parecia sentir prazer em diminuir as pessoas da equipe.
E depois de quatro anos trabalhando com dezenas de produtores diferentes, eu nunca tinha me sentido tão desprezado.
Quando o contrato terminou, passei uns dois dias remoendo isso.
Pedi a Deus um sinal, porque eu estava desanimado com o rumo de 2026.
A desgraçada moeu meu psicológico.
Cheguei a perguntar ao meu psiquiatra, no retorno para ajustar a medicação do TDAH, se essa "viadagem" era idade ou remédio.
Ele disse que era as duas coisas. rssss
Na sexta, mal pra caramba, peguei minhas cartas e fui jogar Pokémon TCG.
No sábado, a mesma coisa, precisava espairecer.
E foi na volta pra casa que comecei a pensar na loja da minha esposa.
Weller Arts botando pra foder
Diana faz bolos cenográficos para casamentos e festas infantis.
Além disso, trabalha com artesanato em E.V.A., criando peças que, honestamente, eu considero arte.
Pra quem não conhece esse material, vou deixar algumas fotos aqui.
Até setembro, a Shopee quase não dava sinal de vida.
Mas em outubro ela começou a vender, e vender bem.
Com preços maiores do que aqui em Cachoeiro, onde o mercado nunca valorizou o trabalho dela como deveria.
Em novembro aconteceu a mesma coisa.
E foi aí que ela me pediu ajuda para organizar a lojinha.
Talvez esse fosse o sinal que eu tinha pedido.
Nunca funcionamos muito bem trabalhando juntos… mas talvez agora fosse diferente.
Conversei com ela e assumi a parte estratégica da loja: SEO, planejamento de vendas, organização de processos.
Comecei a usar meu tempo livre pra estudar isso a sério.
Pesquisei no Google, Perplexity e GPT, e descobri um universo do qual eu não fazia ideia.
Analisei as métricas dos meses anteriores, que foram:
De janeiro a junho, tinha gente clicando, visitando… e zero vendas.
– Janeiro a junho: 0 vendas
– Visitantes subindo mês a mês
– Gente olhando, salvando, namorando o produto… mas ninguém fechando
Em julho, entrou o primeiro pedido:
R$ 420,38 em 1 venda. Não muda a vida de ninguém, mas muda a percepção.
Mostra que a vitrine funciona, só não estava organizada.
Em agosto, vieram 3 pedidos, totalizando R$ 608,02.
Depois, setembro: de novo 0 vendas, mesmo com 1.600 cliques e quase mil visitantes.
A versão digital daquele cliente que entra, olha tudo, elogia… e sai sem levar nada.
A bagaça começou em outubro e novembro:
Mês Faturamento Pedidos Ticket médio Visitantes Conversão
Julho R$ 420,38 1 R$ 420,38 341 0,14%
Agosto R$ 608,02 3 R$ 202,67 997 0,17%
Outubro R$ 1.273,41 3 R$ 424,47 2.177 0,12%
Novembro R$ 2.463,85 7 R$ 351,98 2.343 0,21%
Entre julho e novembro, a lojinha da Diana saiu de R$ 420,38 para R$ 2.463,85 no mês.
Quase 6 vezes mais faturamento.
Isso sem SEO, sem nada.
Na terça-feira, comecei a ajustar.
Nas pesquisas que fiz, vi que precisava mexer primeiro em cinco coisas:
– Títulos
– Atributos preenchidos
– Descrição
– Imagens
– Vendas / avaliações daquele anúncio
Mas pra isso eu precisava olhar as lojas que mais vendiam e entender como funcionava o SEO delas.
Usei o planejador de palavras-chave do Google e comecei a brincar com as buscas.
Sentei na minha cadeirinha, escolhi 5 dos 15 bolos cadastrados e redesenhei tudo.
Na quarta, mexi em mais 3 anúncios, e fui estudar mais.
No fim do dia, ela fez mais 2 vendas.
Nosso dezembro começou bem.
Moral da história:
Eu fiz o básico que qualquer copywriter deveria fazer e quase nenhum faz:
estudar a plataforma, pesquisar concorrentes, pesquisar palavras-chave, estruturar a copy, arrumar a casa.
Só isso já foi suficiente pra dar o primeiro sinal de resposta.
Agora é ajustar o restante, decidir quais produtos ficam, quais saem, lapidar os anúncios fracos e, em paralelo, colocar a loja dela também no Mercado Livre.
Nos próximos dias vou compartilhar o que estamos fazendo, os números que vierem, os acertos e os tombos dessa jornada juntos.
Se tiverem recomendações, podem mandar no e-mail ou no WhatsApp.
Se gostarem ou não, mandem também.
Vai ser uma etapa diferente.
Vou desenvolver mais uma habilidade, trazer mais grana pra dentro de casa, e, dessa vez, com minha esposa no tabuleiro.
Bora vender, família. E não desanimem. 🪓