Em algum momento, entre 2021 e 2025, a emoção do copy se perdeu.
Poderia me juntar aos meus amigos chorões do Linkedisney e dizer que a culpa é da IA, ou da falta de senso dos novos copywriters, ou do analfabetismo da população.
Para dizer a verdade, eu acho que é culpa disso tudo mesmo.
Mas, ao invés de ficar criando teorias aleatórias, vamos focar no que importa: transformar a burrice em algo ruim e tentar salvar a vida intelectual de quem quer sair desta merda.
O mundo do copy é lindo demais porque é aqui que conseguimos criar na cabeça do lead que a decisão foi dele, reforçando ela com a emoção que existe dentro do texto.
Ele compra achando que foi ele, quando na verdade, foi você que pintou isso na cabeça do abençoadinho.
No entanto, como disse, isso tem ficado de lado.
Emoção não é gatilho mental, e sim a expressão de reações intensas e breves do organismo em resposta a um acontecimento.
Isso é involuntário. Se conseguir criar isso no leitor, então, com toda certeza, ele irá comprar.
Copywriters que promovem álcool, cigarros, religiões, pôquer online e sites de encontros a pessoas casadas sabem muito bem qual é o poder da emoção na hora das decisões.
Andy Maslen explicou isso em seu livro:
Por que qualquer pessoa só beberia veneno, gastaria mais em um relógio do que a maioria das pessoas gastaria em um carro, aportaria contra uma empresa que há um mês era idolatrada ou arriscaria uma vida confortável em nome do que poderia ser, no máximo, um prazer passageiro?
O mais difícil de aceitar é quando você está vendendo algo aparentemente baseado na razão. Informações de mercado, cursos de treinamento, softwares de cadeia de suprimentos ou serviços de consultoria de gestão, para dar alguns exemplos.
O questionamento é muito mais profundo.
Qual seria a diferença entre a pessoa do grupo 1 para o grupo 2 de compra?
Será que o cérebro deles funcionam de maneira diferente?
Porque a menos que funcionem, todos os cérebros são iguais.
Eles possuem o COF e o sistema límbico, o que significa que as motivações e emoções desempenham um papel muito importante nas decisões.
Vou dar um exemplo que li no livro dele e acho justo partilhar.
Estamos vivendo a onda do lançamento pago e dos eventos presenciais, e ambos são horas gastas, ou viajando para o local e ficando por horas no ambiente proposto e pagando por isso, ou horas na frente do computador ouvindo uma pessoa dizer algo que pode ou não ser importante.
Imagine que você é o copywriter de um desses eventos e está promovendo o Copyverso da Loucura ao vivo e seu produto/evento entrega um clhamaço de informações, incluindo uma lista de palestrantes e programação rigorosa.
Agora, copywriter, pense no tipo de pessoa que irá ao seu evento, começando por você, que está promovendo, o que teve que abdicar:
- Tempo com a sua família (e com seu bebê que acabou de nascer).
- Tempo com os seus amigos (no meu caso, jogando Pokemon TCG na lojinha chamada Arteus);
- Tempo com os seus colegas (no meu caso, com meu irmão, que tento ganhar dele no Pokemon e nunca consigo).
- Os confortos de casa (a sua própria cama, suas coisas ao redor, seu entretenimento, seus hobbies, meu Dotinha e meu Ar-condicionado que urrei pra comprar).
- A certeza de chegar a qualquer lugar a pé ou sobre rodas (eu já disse que odeio sair de casa?).
Perceba: eu nem falei em dinheiro.
É porque o dinheiro nunca é o motivo para não irmos às conferências. Se realmente for bom, a gente divide no cartão, fecha mais um trampo e vai.
Eu nunca abdicaria disso para ir em um evento ao vivo, ficar horas na fila, um lugar cheio de gente que se acha melhor do que os outros porque ganhou 22 mil vendendo guia de prevenção a ejaculação precoce, mostrando que tem a fórmula mágica que ele leu no mesmo livro que eu li, só que teve coragem de mentir e enganar, e eu não.
Agora imagine um cenário diferente:
- Um tempo livre da família (todo aquele falatório, aquela bagunça, todas aquelas fraldas!)
- Um tempo livre dos amigos (eles são tão carentes! Só falam dos problemas deles, sempre a mesma coisa)
- Um tempo livre dos colegas (meu irmão é mais novo, tem mais tempo, e perder toda hora no jogo cansa).
- Um tempo para si mesmo (em um hotel luxuoso, com todas as suas necessidades garantidas por outras pessoas)
- Festas (álcool, música, diversão sem culpa - lembrando que não bebo, ok?)
- Pessoas que podem contratar você (e pagar o dobro do que você ganha hoje).
Olha como a dinâmica muda, copywriter..
Envolva: a motivação pode empurrar o seu consumidor na direção, mas pode também freá-lo. Use-a para lidar também com os objeções.
Você precisa ser capaz de provocar uma resposta emocional baseado na conexão entre ele e seu produto.
Então, meu querido e minha querida, antes de começar a uma copy, a primeira pergunta que deve fazer é "Como o consumidor está se sentindo em relação ao problema?" (Andy Maslen chama isso de estado estacionário da emoção).
E a segunda coisa é "Como queremos que eles se sintam assim que terminarem de ler a copy? (isso ele chama de emoção-alvo).
Pra fechar essa news imensa, vou deixar algumas emoções primárias e frases que poderiam te ajudar a direcionar esse seu GPT cansado aí.
Felicidade:
- Tenho boas notícias para você...
- Você é exatamente o tipo de pessoa com quem amamos trabalhar.
- Você se lembra quando foi extremamente feliz? O que faz você sorrir?
Tristeza:
- Até você acabar de ler esse texto, outra [coisa ruim] terá acontecido (isso era bom nas correntes de orkut, né?!)
- Você já perdeu alguém muito importante para você? Acho que tenho uma notícia ruim para te dar...
Raiva:
- Mentiram para você.
- De nada valem seus valores.
- Estão traindo nossas crenças.
- O segredo podre da indústria X.
Medo:
- Essa oferta termina no fim de semana.
- Tenho algumas notícias preocupantes para você.
- Será que você está cometendo esse vacilo comum nas redes sociais que podem te levar para o tribunal?
Surpresa:
- Você não precisa gastar milhões para ficar tão bonito assim.
- Por que as celebridades mais famosas de Hollywood estão abandonando as dietas.
Lascívia:
- Você não vai acreditar no que acabei de descobrir...
- Quando vi pela primeira vez, confesso que fiquei vermelho...
Bom, é isso... tem mais um monte aqui, se quiser uma aula só disso, responda esse e-mail, se tiver pelo menos 5 pessoas, eu faço.
Tenha uma ótima sexta, copywriter, e se quiser aprender a usar a IA do jeito certo, deixo aqui tenho uma aula chamada Forjando Prompts que vai te ajudar, aqui está o link.
Bora vender, 🪓🪓🪓