O Lançamento Pago que começou desacreditado e terminou com 563 Ingressos vendidos


O Codex

10 de Outubro 2025

Como uma aposta arriscada virou estudo de caso em ROI

Hoje eu abro os números de um lançamento pago que atropelou a meta, e mostro o método por trás do estrago.

A meta era 200 ingressos. Entregamos 563.

No pitch, 79 matrículas na Pós. Estático bateu vídeo.

WhatsApp encheu a sala e manteve a atenção dentro da janela de 24horas do Manychat.

Lista fria virou caixa. E até e-mail capenga trouxe venda.

Tudo porque tinha uma arquitetura, um ritmo e uma execução muito cuidadosa.

Esta news é um relatório de campo com metas, bastidores da estratégia, o que escalou, onde doeu, como corrigimos e por que funcionou.

Vai ser longa, sim.

Leia com atenção e com a caneta na mão, você vai sair com um playbook replicável, não com frases de efeito.

Vamos aos fatos.

O lançamento que começou desacreditado e terminou com 563 ingressos vendidos

Quando o projeto começou, nem o nome parecia promissor.

“Pré-Pós Java + IA.”

Parecia um trocadilho ruim, e todo mundo duvidou.

O nome saiu de uma ideia que a Exame tem, eles vendem o Pré-MBA, até a Faculdade Hub está usando essa ideia agora com o Pré-Mestrado, fica a dica de nome para os workshops do seu expert, copywriter.

Tínhamos a ideia de vender um workshop de duas noites, quatro horas de formação ao vivo, com demonstração prática de código e integração de IA ao Java.

Ingresso simbólico: R$ 37. Meta: 200 vendas.

Era para ser um teste para ter o que corrigir no próximo, mas apenas replicamos.

Em 21 dias de captação, 563 ingressos vendidos.

No pitch, 79 matrículas na Pós, a meta era 50.

Tudo num lançamento pago, sem replay gratuito, a gente vendeu o replay por R$ 200,00.

A promessa era objetiva, sem aqueles "transforme a transformação" que uma IA dá sempre que não tem ideia, vindo de quem opera.

Nosso painel mostrou 1,8 milhão de impressões, 10 mil cliques, 982 checkouts iniciados e 563 compras confirmadas.

Mas o que mais chamou atenção foi o tipo de criativo que puxou o resultado.

Os vídeos bonitos e narrados ficaram para trás.

O campeão foi o mais simples: imagem estática, headline direta, bullets e preço quebrado ou cheio.

Enquanto uns tentavam entreter o público, a gente escolheu informar rápido.

E nessa guerra, quem explica primeiro, vende.

O dia em que o estático humilhou o vídeo

A maioria dos produtores ainda acha que precisa de um vídeo bem editado, trilha épica e roteiro cinematográfico pra vender um ingresso de R$ 37.

Aqui não foi bem assim... o estático bateu no vídeo como uma mãe bate no filho quando ele coloca kisuco de uva no bebedouro da escola (isso aconteceu, apanhei bem).

Nosso painel mostrou exatamente isso: os três criativos campeões eram simples, secos e objetivos, como mostrei no print acima.

Imagem limpa, headline direta, bullets curtos e preço quebrado.

O melhor criativo (nem foi meu, foi do outro copywriter) vendeu 40 ingressos sozinho, o meu vendeu 35.

Os vídeos, por outro lado, drenaram verba e retorno.

Tiveram investimento parecido, mas raramente passavam de 20 vendas.

Mesmo quando traziam bom LTV, com gente comprando direto a Pós, o custo por conversão imediata era maior.

Então entendemos que para vender o ingresso, o estático é melhor.

E os testes “criativos”?

Tentamos usar alguns animais, seguindo a ideia da capivara que ficou famosa em um produto de emagrecimento, se não conhece, pesquise.

Zero tração.

A persona aqui é nerd, lógica e exigente.

Se for usar metáfora visual, que seja um grifo, uma quimera ou uma referência sci-fi.

Coisa que fale com quem escreve código, não legenda de meme.

No fim, o que venceu foi o velho princípio que os marketeiros esquecem: clareza vende mais que carisma.

A lista fria que pagou o tráfego

Quando a poeira baixou e os relatórios começaram a fazer sentido, ficou bem claro que o lucro real não veio só dos anúncios, e sim do conjunto entre leads que já estão na nossa base.

Sim, senhores e senhoras, a lista que a maioria já tinha dado como morta.

Das 563 vendas totais, 101 vieram direto de recuperação de base, listas antigas, frias, com gente que não interagia há meses.

E dessas 101 pessoas, 24 ainda compraram a Pós.

Ou seja: vendi o workshop e a pós-graduação para o mesmo lead.

Tudo isso sem gastar um centavo em tráfego novo.

A operação foi feita com e-mail, grupos de WhatsApp e ManyChat.

Nós disparamos para 8.365 contatos usando o modelo de mensagem de utilidade.

Pra quem nunca testou, explico rápido: a Meta cobra R$ 0.5895 por disparo de marketing, mas só R$ 0,06 por mensagem de utilidade.

A jogada foi colocar o nome do evento, a data e a promessa principal como variáveis dentro da estrutura aprovada de utilidade.

Isso reduziu o custo de disparo de R$ 4.000 para R$ 519 (aproximadamente, ok?).

Foram 19 vendas de ingresso, ROI positivo só nesse envio (R$ 703 de receita, sem contar quem depois comprou a Pós).

E foi uma lista gelada, sem pulso, que voltou a respirar.

Pra proteger a conta, criamos um botão de “Bloquear contato”.

Parece contraintuitivo, mas salvou a operação.

Quem clicava ali era removido da lista antes de bloquear no WhatsApp, evitando ban e mantendo a reputação da conta intacta.

Essa pequena gambiarra ética virou padrão.

No WhatsApp, os grupos renderam 30 vendas diretas, com as mensagens 1 a 5 performando dentro do mesmo padrão.

Receita total dos grupos: R$ 1.110. Mensagens simples, tom consultivo, e foco no benefício do evento, não no desconto.

Somando tudo: entre WhatsApp, ManyChat e e-mails, a lista recuperada gerou quase R$ 2.368 só de ingressos.

E ainda teve a galera que comprou a pós depois, como disse, que trouxe um pouco mais de 60 mil de receita dessa lista.

Enquanto muita gente tenta reinventar o marketing, nós só lembramos o básico: lista parada não é passivo. É ativo, não esqueça.

E quem sabe conversar com ela, nunca fica refém do algoritmo.

A engenharia por trás do fluxo

Lançamento bom não é o que tem sorte. É o que tem sistema.

A maioria dos caras acha que basta mandar o link no WhatsApp e esperar o povo aparecer.

Aqui a gente fez diferente: tratamos o fluxo como uma operação de guerra.

Tudo começou no ManyChat, que virou o centro nervoso da parada.

Quando o lead comprava o ingresso, ele já entrava num funil próprio, desenhado pra não deixar o cara sumir até o dia da aula.

Primeiro, vinha a mensagem de boas-vindas: agradecimento, instruções e um botão pra ele confirmar se queria receber o link por ali mesmo.

Depois, a gente abriu a janela de 24 horas e começou a brincar com o tempo.

  • 8 da manhã: mensagem leve, lembrando que a aula seria às 19h.
  • 18h58: “estamos ao vivo”.
  • 15 minutos depois: “a aula já começou, mas ainda dá tempo de entrar”.
  • 1 hora depois: “estamos agora falando sobre Java + IA na prática, e não vai ter replay.”

Tudo cronometrado. Cada clique gerava tag.

Cada ausência recebia um novo empurrãozinho.

A meta era manter o lead dentro da janela e segurar a atenção até o pitch.

E funcionou.

Essa sequência manteve mais de 270 pessoas ativas durante a aula, sem gastar um centavo a mais. Tudo isso só otimizando a inteligência da automação.

Mas não parou aí.

Depois que o cara comprava, ele recebia um mini fluxo de qualificação.

Três perguntas curtas, diretas: faixa salarial, tempo de experiência e o que ele esperava da imersão.

Tudo automático, tudo tagueado.

A planilha já mostrava quem era MQL e quem era só curioso. Ou seja: quando o pitch começava, a equipe já sabia onde mirar.

Essa é a diferença entre o copy que escreve bonito e o copy indispensável.

O primeiro quer aplauso.

O segundo quer previsibilidade.

Foi assim que a gente conseguiu medir, prever e repetir.

E se quiserem isso destrinchado, posso dar uma aula falando sobre isso: como desenhar um fluxo de vendas completo dentro do ManyChat, do primeiro clique até o pitch final, com segmentação, gatilho e mensagem aprovada como utilidade.

Vou abrir essa aula nas próximas semanas, com passo a passo e mostrando as automações.

Se tiver interesse, só me mandar uma mensagem. Se tiver 5 pessoas eu faço.

Quem entende o fluxo nunca mais depende da sorte.

O que esse lançamento ensina

No fim das contas, esse lançamento não foi sobre Java, IA ou pós-graduação.

Foi sobre método.

Foi sobre entender que resultado não vem de sorte, de inspiração ou de uma copy “bonita”.

Vem de quem domina o processo do início ao fim, da captação à conversão, do clique à planilha.

Copy não é só palavra.

É arquitetura, ritmo, decisão e dados.

Quando você enxerga isso, começa a jogar outro jogo.

O jogo onde o tráfego deixa de ser aposta e vira investimento.

Onde cada mensagem tem uma função.

E onde até uma lista fria pode pagar o seu tráfego e ainda gerar lucro.

O que eu te mostrei aqui não é um case bonito; é um modelo que funciona.

E a parte boa é que ele pode ser adaptado pra qualquer expert, qualquer produto e qualquer ticket.

A maioria ainda vai continuar acreditando que vender é postar um criativo e rezar pro Meta entregar.

Mas quem entendeu esse relatório vai começar a pensar diferente.

E é esse tipo de pensamento que separa o copywriter que escreve do copywriter indispensável.

O primeiro é contratado pra “melhorar o texto”.

O segundo é chamado pra melhorar o resultado.

Nos próximos dias, vou abrir uma aula prática mostrando o passo a passo do fluxo que usei aqui, desde o anúncio até o pitch final.

Se quiser entrar nessa, responde "QUERO O FLUXO" e eu te aviso quando for ao ar.

Até lá, fica a lição: resultado não é obra do acaso; é consequência de método.

Boa sexta, e bora vender 🪓


Eduardo Delamor - O Copywriter Indispensável
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