Quando o inimigo volta atrás (e prova que você estava certo)


O Codex

19 de Setembro 2025

Quando o inimigo volta atrás (e prova que você estava certo)

Copywriters, preciso dividir uma cena tragicômica com vocês.

Lembra da Rataria Digital, aquela agência que jurava que “todo mundo pode fazer copy” e que copywriter não era profissão?

Pois bem. Eles atacaram de novo.

Depois de demitirem todo mundo, depois de substituírem redatores por IA, depois de venderem a narrativa de que o copywriting estava morto…

Advinha quem abriu vaga de copywriter no LinkedIn?

Exato. Os mesmos ratos.

E como se não bastasse, ainda tiveram a cara de pau de mandar mensagem para uma ex-colega minha (a Jubileska, do relato passado), perguntando o quanto ela sentia falta de trabalhar com eles.

É sério. É quase cômico.

A estratégia de desvalorizar a escrita, de dizer que o copy morreu, de inflar a folha de pagamento com panelinhas e depois cortar quem realmente entregava valor… bateu de frente com a realidade.

Eles descobriram o óbvio: sem copy, nada anda.

A profissão, a vida e o storytelling é feita de ciclos

Quando comecei, lá em 2021, a promessa era simples: “faça copy depois do trabalho, até poder largar o CLT.”

E eu comprei essa ideia.

Eu era segurança, passava a madrugada em pé numa guarita, e via no copy a chance de ganhar uma grana extra.

Uma segunda profissão que, aos poucos, virou a principal. Funcionou.

Esse era o ciclo inicial da profissão. Um ciclo saudável, até.

Gente que via valor, que queria aprender uma habilidade de verdade, que estava disposta a trabalhar dobrado até conseguir viver só disso.

Mas aí veio a pandemia e, com ela, a enxurrada.

De repente, todo mundo queria ser copywriter. Só que não pela profissão em si, mas pelo atalho que parecia representar.

Achavam que era só abrir um Google Docs, digitar meia dúzia de palavras ruins e farmar dinheiro.

Só que a maioria não gostava de ler.

Não tinha interesse por interpretação de texto.

Não se importava em entender pessoas.

E, desculpa, mas se você não gosta de gente, nem que seja pra estudar, observar, analisar, você não tem como ser copywriter.

Copy não é alinhamento de fonte no Canva.

Copy é ciência do comportamento humano.

E aí, para acelerar o caos, entrou a inteligência artificial.

Qualquer um com um prompt de meia linha começou a se achar redator.

O mercado foi inundado de textos pasteurizados, rasos, repetitivos.

Foi como se o equilíbrio da profissão tivesse sido arrancado debaixo dos nossos pés.

E eu não estou falando isso como profeta do apocalipse, mas como alguém que viu de dentro.

Eu vi gestores de agência dizendo que copywriter não era profissão.

Vi demissões em massa porque “todo mundo pode fazer copy”.

Vi a cultura tóxica premiando a panelinha enquanto chutava gente talentosa.

E qual foi o desdobramento destas ações?

Uma profissão desacreditada, um mercado saturado de promessas vazias e uma leva de pseudo-copys achando que era só apertar botão pra fazer dinheiro.

Mas se você olhar de perto, vai enxergar que estamos apenas atravessando a fase das decisões ruins do storytelling do McKee.

Foi assim comigo, foi assim com você, é assim com qualquer história boa: primeiro vem o incidente que desequilibra, depois as escolhas erradas, e só então o aprendizado.

O copywriting não morreu.

Ele só está passando pelo mesmo arco que qualquer protagonista passa antes do clímax.

Storytelling aplicado ao nosso momento

Toda boa história, como explica Robert McKee, começa em equilíbrio.

O protagonista vive sua vida normalmente até que algo rompe esse estado, o incidente incitante.

É a fagulha que desencadeia todo o arco dramático.

A partir daí, ele toma decisões ruins, sofre a primeira reação, chega à escolha na crise e, só então, atinge o clímax.

Se a gente aplicar isso ao copyverso, o paralelo é perfeito.

1 - O Equilíbrio Inicial

Até 2020, o copywriting era quase uma profissão de bastidores.

Pouca gente conhecia, poucos exerciam, e quem entrava sabia que seria um ofício de médio a longo prazo.

Era coisa de quem estudava gente, comportamento, marketing. Não era moda: era trabalho duro.

2 - O Incidente Incitante - A pandemia.

De repente, o digital virou promessa de salvação. Cursos de “segunda profissão” explodiram.

Copy se transformou em isca de anúncio: “faça dinheiro escrevendo da sua casa”.

Foi aí que a profissão deixou de ser um ofício sério e virou moda passageira.

3 - As Decisões Ruins (A primeira ação)

Com a enxurrada de gente entrando, o mercado se entupiu de amadores. Cursos caça-níquel pipocaram com promessas absurdas foram vendidas.

E, para coroar, chegou a inteligência artificial, dando a ilusão de que qualquer um poderia ser copywriter sem nunca ter lido um livro ou observado uma pessoa.

Foi como a fase 5 do McKee: personagens tomando ações equivocadas tentando reequilibrar a vida. E falhando.

4 - A Primeira Reação

O mercado reagiu. De um lado, empresas começaram a desvalorizar o copywriter. “Todo mundo pode escrever”, diziam.

Cortaram times inteiros. Agências medíocres substituíram profissionais por IA, acreditando que texto é só enfiar palavras numa tela.

Do outro, os próprios copywriters ruins reclamavam que não dava mais dinheiro. Culpavam a profissão em vez da própria incapacidade.

É a fase 6 do storytelling: a reação dura, contrária às expectativas.

5 - A Escolha na Crise - É onde estamos agora.

Empresas e profissionais estão percebendo que sem copy nada funciona.

IA pode gerar volume, mas não gera significado. Estratégia sem narrativa é só ruído.

E quem está atento entende que o caminho não é negar a IA, mas se tornar indispensável, aquele que sabe transformar repertório, posicionamento e diplomacia em resultados.

É a fase 7 do McKee: escolha consciente, decisão madura.

6 - O Clímax (2026 em diante)

Anota aí: quando as IAs estiverem totalmente integradas às plataformas de anúncio, vai começar a era do spam em escala.

A cada segundo, bilhões de anúncios rasos disputando a atenção das pessoas.

E isso vai ter um impacto violento no público de redes sociais, mas não será positivo.

E adivinha quem o mercado vai implorar para resgatar a credibilidade?

Os copywriters de verdade.

Em 2026, 2027, talvez 2028, esse é o clímax.

A hora em que a profissão volta ao centro do jogo, não por modinha, mas por necessidade vital do marketing.

Um convite para quem não aceita ser devorado

Eu estou buscando duas pessoas que não querem só sobreviver a esse ciclo, mas querem jogar no modo mais inteligente.

Criei o Skald: um acompanhamento de 6 meses, com reuniões quinzenais onde a gente fala de tudo.

Nos últimos encontros, debatemos frameworks que funcionam, fluxos de e-mail que explodiram em vendas, sequências de ManyChat que converteram, a construção de manifestos, repertório e posicionamento real de mercado.

Ainda tenho que gravar a parte que não é ao vivo, os módulos, vou fazendo no tempo certo.

Mas já testei o formato com duas pessoas. Abri, fechei, e os dois estão extremamente satisfeitos:

  • Thiago Sales, copywriter fora da curva que já atuava bem, mas quis colar comigo pra refinar processos e acelerar resultado.
  • Bruno, totalmente iniciante, que participa ativamente, absorve e aplica com o peso da experiência que eu trago.

E fique tranquilo, não é mentoria de 6 mil que te dá respostas óbvias de biscoito da sorte.

Não é curso de 3 mil que te entrega um PDF cuspido pelo GPT.

É algo muito mais em conta, porque não estou com pressa de farmar grana.

Estou focado em fazer bem feito, gerar resultado real e preparar terreno para escalar isso de 2026 em diante.

O que eu quero é dar atenção a cada um.

Se tiver interesse em mudar de vez a sua visão sobre copywriting, aprendendo com quem vive de copy (e não de curso)…

Clique aqui e me chame no Whats.

Boa sexta. Bora vender.🪓

Eduardo Delamor - O Copywriter Indispensável
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