Substituíram a copy por IA. E agora?


O Codex

15 de Agosto 2025

O mapa direto para ser indispensável quando “todo mundo faz copy”

Copywriters, hoje o relato é um tanto interessante.

No dia 25 de dezembro, publiquei um texto na comunidade fechada da Fcopy.

Como quem eu gostaria que lesse aquilo jamais teria acesso, decidi replicar o conteúdo na comunidade aberta d’O Novo Mercado.

Era sobre uma certa agência onde trabalhei, que chamei de Rataria Digital.

O caso das coxinhas inconformadas.

Falei sobre a agência mais tóxica que já pisei.

Um lugar que se escondia atrás da "cultura" de bajular amigas das esposas dos donos... e humilhar quem trabalhava de home office.

Mas essa humilhação, hoje está claro, era só um disfarce.

Um jeito patético de esconder os próprios fracassos.

Um tipo de controle barato, aplicado por quem não conseguia controlar nem a própria vida.

E tudo isso vindo de gestoras que mal sabiam gerenciar o próprio ego.

Se quiser ler esse post completo, deixei o link aqui embaixo:

Mas hoje, mais do que um desabafo, quero provar um ponto.

Quero mostrar como essa história tem tudo a ver com o que venho dizendo há meses: a substituição do copywriter por IA não é culpa da tecnologia.

É culpa do mercado que permitimos construir.

E agências como a Raizhe (sim, agora você sabe o nome) são só um dos sintomas desse tumor destrutivo.

Quarta-feira, abri meu Linkedisney e descobri que uma antiga colega tinha mudado de empresa.

Fiquei feliz.

Naquela agência, só três pessoas me agradavam: ela, meu amigo Ruan, e outro copywriter que virou referência pra mim.

Não vou citar o nome dos dois, Ruan e eu declaramos guerra contra aquela empresa, mas eles ainda não.

Vamos chamá-los de Jubileska e Sebastião.

Quinta-feira, mandei os parabéns pra Jubileska.

Ela tinha uma habilidade rara capaz de criar materiais ricos com um nível de qualidade que poucas vezes vi na vida.

Conversamos. Trocamos atualizações, rimos das cicatrizes. E então ela me contou o motivo real da saída:

Ela foi substituída por uma IA.

Mas isso é o final da história. Vamos voltar um pouco.

A cultura da empresa era sufocante.

Queriam controlar cada passo dos colaboradores.

Jubileska não conseguia mais olhar na cara do “Poderoso Chefinho” (quem leu o post vai entender).

Toda conversa 1:1 era ignorada.

A panelinha reinava.

Alguns eram mais iguais que os outros.

As “Coxinhas 1 e 2” ditavam o clima do time.

Uma era intocável, e a outra se escondia atrás de vitimismo grotesco, igual aquelas figuras bizarras que brigaram com o Talis Gomes no YouTube mês passado.

Copy era tratado como qualquer coisa. Segundo o Chefinho, “todo mundo pode fazer copy”.

E quando todo mundo pode…

Ninguém faz.

Até que chegou a bomba: a folha estava alta demais, e iriam cortar.

Adivinha por onde começaram?

Isso mesmo, meu caro, a equipe de copy foi varrida, sendo substituída por inteligência artificial.

Segundo eles, era mais barato, mais rápido e “mais escalável”.

Mas no fundo, era só mais um reflexo do modelo falido de agência que não entrega, que promete milagre e cultiva vaidade.

Que terceiriza fracasso e depois culpa o copywriter.

E antes que você diga “ah, mas ela foi realocada”, sim, Jubileska foi empurrada pra outra empresa pelos mesmos chefes que a chutaram.

Uma tentativa de “reparação moral”, talvez.

Mas sabe o que ficou pra trás?

O histórico de manipulação, controle, vigilância... e a tentativa de nos apagar.

Eu e Ruan começamos um movimento "silencioso".

Falávamos abertamente no Linkedisney (e com inteligência) sobre o que víamos de errado. A resposta da empresa foi... medieval.

Começaram a punir quem falava com a gente. Reuniões internas foram feitas pra falar mal de ex-funcionários.

Teve gente que foi obrigada a deixar de nos seguir nas redes.

Sim. Tudo isso por termos dito a verdade.

Se você leu A Revolução dos Bichos, talvez entenda a frase:

“Todos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.”

A cultura era linda no papel, mas na prática, mais falsa que storytelling de pitch com promessa de 6 em 7 em lançamento perpétuo.

Agora, respira.

Por que eu tô contando tudo isso?

Confesso que comecei esse texto como um desabafo. Mas se é uma newsletter, tem que ter lição. Então lá vai:

Não é você que está sendo substituído pela IA.

São as agências incompetentes que usavam você como escudo.

A Meta já anunciou que até 2026 vai eliminar o intermediário.

E quando eles dizem “intermediário”, não estão falando de você, copywriter.

Estão falando da agência que finge fazer copy enquanto vende um combo de Canva, Ctrl C e GPT barato.

E se você não se tornar indispensável, vai ser engolido no mesmo bolo.

A saída eu já falei:

  • Repertório.
  • Posicionamento (profissional, não no Instagram, ô ameba).
  • Diplomacia.

Se você ainda não entendeu isso, vai entender na dor.

O mercado quer devorar as agências.

As agências querem devorar você.

Cabe a você decidir:

Vai engolir essa culpa...

Ou vai calar a boca desses filhos da puta?

Se quiser o caminho, você sabe o que fazer.

Não vou deixar link.

Me chama...

Boa sexta.

Bora vender.

Eduardo Delamor - O Copywriter Indispensável
Cachoeiro de Itapemirim – ES
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